
É difícil descrever o que significa para uma mulher saber que tem um pequeno ser-humano crescendo dentro dela. Por um lado existe a clara percepção de sua pequenês perante tão grande privilégio. Essa percepção surge, também, do fato de saber que não existe nada que possa fazer para mudar, acrescentar ou garantir que o desenvolvimento do bebê seja normal. Nesse momento sua percepção da existência de Deus é aguçada. O futuro daquele serzinho está nas mãos dAquele que o criou. A mãe compreende o que significa depender completamente do Pai do Céu. Aqui entra a aceitação. Saber que vai amar aquele ser tão frágil que cresce dentro do ventre mesmo sem saber a cor dos olhos, da pele, a personalidade ou até mesmo as formas do rosto. No final das contas, a mãe sempre vai achar que seu filho é lindo. O mais lindo do mundo.
Por outro lado, esse é um momento de preparação. O casal vai querer arrumar o quartinho, as roupas, os sapatinhos, as fraldas, o carrinho... sabe que precisa deixar tudo pronto para receber seu bebê. É nesse momento que começam a sentir o peso da responsabilidade. Ter um filho tem um preço. Começam a perceber que terão que cuidar, amar e sustentar outro ser-humano por vários anos. Percebem que sua vida mudou para sempre. Mudou para melhor. Começam a entender que a partir do momento que o bebê respirar o fôlego da vida, irão sacrificar tudo aquilo que possuem e que são para garantir que a vida daquela criança se perpetue. Sabem que seriam capazes de sacrificar qualquer coisa por aquele filho.
A vida é um grande processo de aprendizagem. Posso dizer que estar grávida por vezes não é confortável ou agradável. Existem os enjôos, o peso, o inchaço, as dores nas costas, as adaptações constantes... mesmo assim nunca estive tão agradecida. Essa experiência me ajuda a entender, mesmo que minimamente, o amor de Deus. Um amor que doa sem esperar nada em troca. Um amor que sofre e espera. Um amor surpreendente. Inexplicável.























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